26 de setembro de 2020
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18/08/2020 16:02  •  Atualizada em 18/08/2020 16:03

Biografia: Multiplicação de gols e idolatria, a história de Sávio com a camisa da Anapolina

Ex-atacante brilhou pela Rubra e elevou o nome do clube no Brasileirão de 1982

Hipólito Pereira/Revista Placar

Sávio Guerreiro, atacante forte, habilidoso e de grande poder de finalização, é um dos maiores ídolos da história da Anapolina. O ex-jogador catarinense fez a Xata brilhar em cenário nacional ao fazer muitos gols no Campeonato Brasileiro de 1982.

O ex-atacante chegou no futebol goiano em 1981, após um dirigente da Rubra ter se encantado com suas habilidades em um treino do Juventus da Mooca. "Foram para a Mooca ver outro jogador, um dirigente me viu treinando e gostou. Como eu tinha discutido com o treinador naquela semana, disseram que eu estava disponível. Foram três palavras e acertamos minha ida para Anapolina", contou Sávio.

De cara, Sávio começou a jogar e as coisas se engrenavam na base dos muitos gols. "Foi uma passagem marcante para mim, pois em 48 jogos oficiais que fiz marquei 50 gols", lembrou o ídolo da Rubra. 

Conheça o perfil de Sávio

Em 1982, Sávio anotou 14 gols no Campeonato Brasileiro e se tornou o maior artilheiro da Rubra na elite nacional. Naquela edição, o ex-jogador chegou a rivalizar com Zico pela artilharia da competição. "Toda semana tinha gol meu no Fantástico", brincou Sávio. 

"O sentimento que fica é dos melhores, pois vivi a melhor fase da minha carreira na Anapolina, fiz muitos gols. Fui muito bem acolhido, muito bem tratado, claro que pelos gols, mas também pelo meu comportamento profissional", frisou.

Após sucesso no Brasileirão, Sávio foi negociado com o São Paulo e jogou pelo Cruzeiro, emprestado, em 1982, mas uma lesão séria no tornozelo o fez perder a grande fase que vivia. Em 1984, o atacante voltou para Goiás e defendeu as cores do time esmeraldino da Serrinha.

"Tenho muito respeito pelo Goiás, é um clube de muita estrutura. No começo, o time não encaixou, mas fizemos um bom Campeonato Brasileiro. Eu sofria cobrança para produzir, mas não existia pressão com comparações pelo o que tinha vivido na Anapolina", contou Sávio.

Depois de sua passagem pelo Goiás, o jogador voltou para perto de casa e jogou por Juventus-SC e Joinville até se aventurar no México, onde defendeu o Toluca. Sávio decidiu pendurar as chuteiras aos 30 anos, mas depois foi convencido a retomar a carreira para jogar no Atlético de Ibirama-SC, onde foi campeão da 2ª divisão catarinense. O jogador ainda teria uma curta passagem pelo América-RN até encerrar sua carreira na Anapolina, em 1995.

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